Entre séries e nostalgias…

Heeey, pessoal. Então estamos meio sumidos né? Mas faculdade, 5º período, projeto… Pesa um pouco mais na rotina… Mas enfim vamos ao que interessa, ou não kkkkk.

Sempre quando eu penso um post, eu gosto de ter um ponto norteador… Com esse talvez seja um pouco diferente porque tem um milhão de coisas fervilhando na minha cabeça, eis uma ótima saída me refugiar nos meus devaneios e transcreve-los na “nossa” ilha de utopia (to meio melancólico).

Vamos começar com morte

six-feet-under

Então meus caros, meu maior refúgio dos últimos dias foi essa série que fechou o seu ciclo em 2005, mas que é simplesmente a série da minha vida. Ela  foi produzida pela HBO em 2001, criada pelo magnífico Alan Ball (que merece um post só dele, junto com true blood, beleza americana…)  Pois então, lá em cima eu disse que começaria com morte, então o motivo é que ela é a protagonista da série. Que na verdade vai retratar uma família dona de uma casa funerária que vive todos os dramas possíveis; o mais incrível da série é que cada personagem dessa família “deturbada” é na verdade um ponto de reflexão com as nossas próprias famílias. Você se identifica com um ou vários personagens, e prepare-se pra entrar numa jornada dramática das dificuldades diárias e na frequência da morte (todos os episódios começam com uma morte).

Família Fisher
Família Fisher

Do roteiro a trilha sonora… Talvez seja vislumbre mas em todos os processos que eu penso numa série, creio na minha leiga opinião, que Six Feet Under cumpre perfeitamente o que propõe. Os atores são outro ponto magnífico, já válida por ver o Michal C. Hall (vulgo Dexter) nos devaneios de sua mente, enquanto interpreta um gay “no armário”… Peter Krause, Lauren Ambrose e Frances Coney (Moira e anjo da morte de American Horror Story) além dos vários outros atores, que também são magníficos, mesmo quando mortos. Sem falarmos na trilha sonora, que vai de Joni Mitchell a emblemática cena final com a música Breath Me da Sia… Que a propósito é o melhor desfecho que uma série pode ter.

A única certeza da vida, é a morte. A partir desta premissa, mergulhe em um mundo de morte, dramas e amores… Uma ficção que representa nada mais que nossas minicertezas como disse o Cazuza, tratando do nossa maior medo e da nossa imensa certeza: a morte.

Bem pessoal, eu trouxe algumas informações só pra apresentar pra vocês e ao mesmo tempo compartilhar algo muito bom. Espero que vocês busquem informações, tentem assistir, pois vale a pena.

E terminemos com devaneios

Já passamos pela morte, agora enquanto escrevo esse post me passa um milhão de coisas das quais eu poderia trazer, séries, filmes, livros… Me cobro que um blog precisa ter essa emergência de coisas atuais, mas aqui não é só um blog é uma ilha, onde refugiamos nossos gostos, medos, segredos e nostalgias, logo imagino ter a liberdade de compartilhar algumas delas com vocês.

Não sei se vocês sabem mas eu e a Jackeline estamos no 5º período de História. O curso sempre foi uma certeza, que permanece intacta, ouvia sempre por ai que esse curso “transforma” as pessoas… Acho que eu ouvia essas palavras, mas não dava a credibilidade devida, pois a transformação é inteira. Não só apenas sua visão de mundo, mas a sua concepção de quem você é; se o que você é até hoje seja o suficiente para o ideal que você quer seguir e lutar … Imagino que neste momento o post se tornou desinteressante para alguns, e não estou aqui dizendo que apenas o curso de História transforma as pessoas, eis as valorações pessoais… Uma amiga me disse uma vez, que para ser historiador é preciso primeiro contemplar a crueldade do mundo (Bignati sua primeira citação). Meus caros, e ela é imensa. O que nós descobrimos através da História, não deveria ser algo apenas para aqueles que escolhem esse curso, mas a humanidade precisa ter consciência de qual processo viemos e para qual estamos caminhando, mesmo que isso não surte efeitos, mesmo que continuemos a remoer nossas “minicertezas” apesar de ser difícil, ser o que sempre “foi” depois de ver milhões de coisas que te provam o contrário sobre você mesmo. E depois de tanta melancolia, enquanto futuro historiador-professor, espero que minha existência seja baseada na função de levar informações sobre nossas vidas, do nosso mundo… Seja através do passado ou do presente, e quem sabe do futuro. Logo meu desespero da imensidão do vazio, ganha preenchimento.

A imensidão do vazio
A imensidão do vazio.

O que eu quero dizer com tudo isso eu não sei, só sei que digitei e saiu o que vocês leram acima. Talvez seja minha utopia  pressupor uma transformação, e ver o mundo imerso num espetáculo do vazio que ainda ta muito longe do último ato. Não que eu seja uma “exceção”, meus maiores desafios e questões são as mesmas da maioria dos jovens de 21 anos de idade, que é a busca por um espaço social de preferência agradável, no meu caso um Doutorado. Não que seja errado sonhar, almejar o futuro, mas acho que nessa busca incessante de nos afirmarmos no sistema, perdemos o que mais falta na sociedade hoje, humanidade.

– AAA Marcos, mas você falou, falou, falou e não disse nada! Alguns podem pensar… Talvez eu já esteja tão imerso nas minhas “minicertezas” que elas já não fazem mais sentido, e elas acabam se tornando um acúmulo de nada na minha cabeça. Mesmo assim, lembrei que existe um espaço onde eu posso fazer meus ensaios do nada, ou minhas utopias, este é o lugar.

Por fim, peço desculpas caso tenho viajado demais… Por mais desconexo que esse post possa parecer, pra mim ele faz todo sentido! O que mais causa nostalgia no humano que a morte? Eis a minha reação e amor com Six Feet UnderDessa nostalgia estou mergulhado diariamente na melancolia de descobrir a crueldade do mundo através da História…

“Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia (…)” – Cazuza

Meu caros utópicos ou não… Obrigado aos que leram o post, e também pra aqueles que tentaram. Desculpe-nos pelo sumiço do blog, mas tentaremos ao máximo manter ele atualizado.

PS: A terceira imagem que eu utilizei, foi uma apropriação que fiz do clipe t do projeto iamamiwhoami.

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